quinta-feira, 14 de julho de 2011

Compostagem

1. Escolha um local à sombra no seu jardim e deposite ali todo o lixo orgânico triturado: hastes, folhas, galhos, ramos, flores, aparas de grama, inclusive restos de verduras e legumes da horta e da cozinha, misturando bem todos os elementos. Evite restos de alimentos processados e cascas de batatas para não causar mau cheiro e nem atrair insetos.

2. Quanto já tiver bastante material, algo em torno de 1 metro de altura, comece a montar a composteira. Em local à sombra, abra um plástico preto de aproximadamente 3x3 metros. Sobre ele forme uma camada de material triturado com 20 a 30 centímetros de altura.

3. Para compactar, pisoteie o lixo triturado e depois, regue um pouco com água (se quiser use um pouco de uréia), tomando o cuidado de não encharcar. A medida é simples: um regador de água para um copo de uréia. É a forma de adicionar nitrogênio e acelerar a fermentação.

4. Em seguida, forme novas camadas, compacte, regue, até atingir a altura de 1 metro ou mais. Cubra o monte com outro plástico e feche as laterais. Rapidamente a temperatura interna se elevará e terá início à decomposição da matéria orgânica. Não é necessário colocar terra, esterco ou qualquer outro elemento entre as camadas.

5. Depois de 8/10 dias, abra um pouco o plástico nas laterais para ventilar. O tempo total para o preparo do composto orgânico é de 2 a 3 meses, de acordo com a temperatura ambiente; quanto mais quente, mais rápido é o processo.

6. Depois de pronto, é só misturar o composto com a terra e aproveitar todos os seus benefícios. Use e abuse do adubo orgânico em canteiros, na horta, no pomar.
A natureza vai retribuir com plantas mais fortes, viçosas e saudáveis.


Colaboração de Regina Moreira Rodrigues
Publicado na Revista Natureza
junho e julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cerejeira-do-Japão

Cerejeira-do-Japão (Prunus serrulata)

Origem: nativa da China, Japão e Coréia

PRODUÇÃO DE MUDAS
Tratos com as sementes: Devem ser semeadas logo após a coleta. Apresentam um bom poder germinativo (aproximadamente 80%). As sementes devem ser estratificadas em areia, em lugar fresco e sombreado, até a primavera, quando deve ser feita a semeadura.
Outras formas de propagação: através de enxertia. Utilizar preferencialmente porta-enxertos de árvores em excelentes condições.
Cuidados com as mudas: de fácil condução no viveiro de espera. Deve ser conduzida  em embalagens grandes (36cm de diâmetro por 38cm de altura), fazer tutoramento e podas de condução por causa da densa copa. Permanece no viveiro aproximadamente de 3 a 4 anos.


INFORMAÇÕES AMBIENTAIS PARA O PLANTIO
Local ideal: devido à sua copa baixa e densa, recomenda-se seu plantio em ruas largas.
Solo: prefere solo rico em matéria orgânica, bem úmido, calcário e argiloso, bem drenado.
Condições climáticas: prefere temperaturas extremas para seu desenvolvimento ideal, aprecia o frio invernal, condição essencial para um bom florescimento.

MANEJO DAS ÁRVORES
Poda: possui madeira dura sem problemas com cicatrização, característica da família Rosaceae. A poda severa prejudica a intensidade e a uniformidade da florada, porque a mesma acontece nos ramos velhos, produzidos no ano anterior.
Não é comum apresentarem ataques de pragas e doenças.

CURIOSIDADES
Prunusé uma palavra de origem latina que significa cerejeira e serrulata significa algo serreado.
No Japão existem mais de 100 variedades desta espécie, chamadas de "Shirotae", "Kwanzan", "Ukon".
Não se sabe desde quando são cultivadas todas estas espécies. A espécie Prunus serrulata é considerada a árvore nacional do Japão.
Em Washington, nos EUA, existem 4km plantados com esta espécie, atraindo centenas de pessoas todo ano na primavera, tornando-se uma verdadeira atração turística.
Esta espécie é considerada um excelente atrativo para avi-fauna, além de ser interessante do ponto de vista paisagístico.

Texto retirado do livro: "Árvores de Rua de Curitiba - Cultivo e Manejo"
autoras: Daniela Biondi e Michelle Althaus
editora FUPEF - 2005

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Visita ao Horto de Curitiba

Na quarta-feira, 29/06/2011, o CEJARTE visitou o Horto Municipal da Barreirinha.
Houve demonstrações dos vários tipos de sementes, plantio e cultivo de espécies de árvores e arbustos que depois são distribuídos pelos parques, praças e vias públicas de Curitiba, segundo o programa de reimplantação da mata nativa.

Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, as árvores nativas são:
Açoita-cavalo, Angico, Araçazeiro, Araticum, Aroeira, Branquilho, Bracatinga, Butiá, Cafezinho-bravo, Caingá, Cambará, Canela, Canjarana, Carne-de-vaca, Capororoca, Caroba, Carvalho-brasileiro, Cedro-rosa, Cerejeira, Cocão, Corticeira, Cuvatã, Erva-de-índio, Espinheira-santa, Erva-mate, Figueira, Guaçatunga, Guabirobeira, Imbuia, Ingá, Ipê-amarelo, Ipê-roxo, Jabuticabeira, Jerivá, Miguel-pintado, Pau-marfim, Periquiteira, Pessegueiro-bravo, Pimenteira, Pinheiro-bravo, Pitangueira, Quaresmeira, Sapuva, Sassafrás, Sete-capote, Tarumã, Timbozinho, Uvaia, Vacum, entre outras.

Espécies utilizadas para arborização pública:
Araçá (Psidium cattleyanum)
Cerejeira (Eugenia involucrata)
Dedaleiro (Lafoensia pacari)
Erva mate (Ilex paraguariensis)
Ipê-amarelo(Tabebuia chrysotricha)
Ipê-amarelo-gigante (Tabebuia alba)
Ipê-roxo (Tabebuia heptaphylla)
Pau-cigarra (Senna multijuga)
Pau-ferro (Caesalpinia leiostachya)
Periquiteira (Maytenus evonymoides)
Pitangueira (Eugenia uniflora)
Quaresmeira (Tibouchina granulosa, T. sellowiana)
Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides)
Vacum (Allophyllus edulis)

Árvores não utilizadas, por serem consideradas exóticas invasoras:
Alfeneiro, Cinamomo, Ipezinho-de-jardim (amarelinho), Leucena, Grevilha-robusta, Murta, Pau-incenso, Uva-do-japão, Nêspera, Casuarina, Pinus, Espatódea, Eucalipto e Koelreuteria.

Horto Municipal da Barreirinha - Av. Anita Garibaldi, nº 5550 - Telefone: 3585-3171
Agendar horário de recebimento: das 7h às 11h30 e das 13h às 17h (de segunda a sexta-feira).

terça-feira, 28 de junho de 2011

Receba com flores

Você só tem uma chance de causar uma primeira boa impressão. Portanto, dê uma caprichada no seu jardim de entrada para surpreender seus visitantes assim que pararem em frente à sua casa. Aqui você vai encontrar algumas idéias de plantas para clima ameno, desde que expostas a pleno sol, para um espaço de mais ou menos 30m2. São plantas floríferas de cores contrastantes, dando um visual alegre para a casa. Siga os cuidados com o solo, espaçamento, regas e adubação.
Se o solo for ruim, em jardins pequenos vale a pena trocar a camada superficial de 40cm do solo por um substrato pronto, normalmente vendidos em viveiros e floriculturas.
Depois disso providencie as estruturas de apoio (treliças) para as trepadeiras em uma marcenaria ou serralheria. Coloque as estruturas junto às paredes ou muros.
Comece o plantio pelas trepadeiras e, depois passe para os arbustos e maciços.
Use a sua criatividade para compor as plantas e deixar a entrada da sua casa mais alegre.
Sugestões:
  1. Rosa-trepadeira
  2. Ipomeia
  3. Sálvia-bicolor
  4. Rosa-do-japão
  5. Oleagno
  6. Margarida-azul
  7. Gazânia
  8. Gerânio-pendente
  9. Lantana-chorão
  10. Agapanto

Texto retirado do livro: Paisagismo para pequenos espaços
Biblioteca Natureza

Estilos de jardins

Conheça as plantas e elementos mais comuns utilizados em alguns estilos de jardins:

1. Jardim japonês
  • Azaléia
  • Bambu-metake
  • Bambuzinho-amarelo
  • Camélia
  • Cerejeira-ornamental
  • Glicínia
  • Grama-japonesa
  • Junípero
  • Nandina
  • Cedro-do-japão
  • Samambaias de chão

2. Jardim clássico
  • Paisagem desenhada com círculos, retângulos, triângulos e semicírculos (a planta mais indicada para isso é o buxinho)
  • Figuras de topiaria feitas com buxinho ou musgo e unha-de-gato, por exemplo
  • Estátuas
  • Escadarias
  • Fontes de desenho clássico

3. Jardim rochoso
  • Palmeiras de regiões áridas como a carnaúba ou urucuri
  • Arvoretas de tronco retorcido ou arbustos esgalhados como a caliandra
  • Suculentas em geral
  • Pedras
  • Areia
  • Cactos
  • Agaves
  • Yucas
  • Cicas

4. Jardim tropical
  • Flamboyant
  • Jasmim-manga
  • Hibiscos
  • Gardênias
  • Primaveras
  • Filodendros
  • Monsteras
  • Samambaias
  • Bananeiras-ornamentais
  • Bromélias
  • Dracenas
  • Cascatinhas ou laguinhos

Texto retirado do livro: Manual Natureza de manutenção de jardim

Orquídea de clima frio


Cymbidium

Esta orquídea precisa do ciclo de noites frias e dias quentes para florescer e as flores podem durar até 4 meses. De acordo com a variedade, elas podem ser brancas, amarelas, alaranjadas, vermelhas, cor de vinho, róseas e verdes. As folhas devem ser verde-amareladas, se elas estiverem muito verdes é porque precisam de mais luz. Vai bem em vasos e em canteiros.
O substrato pode conter cascas de pinus, carvão e até pedra brita. Como é uma orquídea terrestre, algumas pessoas colocam terra no substrato, mas cuidado para não compactar as raízes. Elas se desenvolvem com rapidez e é aconselhável fazer o transplante a cada dois anos, eliminado as raízes mortas, mantendo  três ou quatro pseudobulbos por muda. Quando a planta começa a emitir raízes novas, ela deve receber muita iluminação, períodos de sol direto e muitas regas, 2 a 3 vezes por semana no verão, gosta de chuva também, mantendo sempre a boa drenagem. No verão é bom evitar o sol direto nas horas mais quentes do dia, levando-a para locais sombreados. As folhas mais velhas vão amarelando até secarem e caírem.
Deve-se adubá-la uma a duas vezes por mês utilizando a combinação NPK e se aparecerem cochonilhas eliminá-las manualmente e depois aplicar algum inseticida, como os aerosóis especiais para plantas, encontrados no mercado. Examine as folhas regularmente.
Se a planta receber boa iluminação, regas constantes, boa ventilação e adubação, dificilmente ela vai receber o ataque de fungos. Caso apareçam manchas nas folhas é melhor recorrer a um especialista.
É uma planta ótima para o paisagismo em cidades de clima frio, devido à duração das flores, que começam no outono e duram todo o inverno.

Colaboração: Marilda Gnatta Dalcuche

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Padroeiro dos Jardineiros

São Fiacre não é mencionado nos antigos calendários Irlandeses, mas é tido como certo que ele nasceu na Irlanda e viajou para França onde viveu em quietude devotando-se a Deus. Ele chegou a Meauz onde o bispo da cidade deu a ele uma pequena habitação, chamado Breuil na província de Brie.
A tradição diz que o bispo ofereceu a ele toda a terra que ele conseguisse arar em um dia.
Fiacre em vez de sulcrar o terreno com o arado, fez para ele uma cela com um jardim e um oratório em honra da Virgem Maria e fez um pequeno hospital para viajantes. Muitos o procuravam para conselhos e os pobres por ajuda. A sua caridade fez com que ele atendesse a todos e vários eram milagrosamente curados pelas suas mãos. Ele nunca permitiu que uma mulher entrasse em sua clausura e São Fiacre estendeu esta proibição até a sua capela e várias lendas dizem que as transgressões eram visivelmente punidas.
Por exemplo, diz a tradição que em 1620 uma dama de Paris que se dizia acima de suas regras se dispôs a dirigir-se ao oratório e no caminho perdeu a memória e nunca mais a recobrou. A “Ana da Áustria” rainha da França ficava contente em orar de fora da porta do oratório, entre os demais peregrinos e nunca tentou entrar.
A fama dos milagres e curas de São Fiacre continuaram até após a sua morte e multidões visitam o seu túmulo por séculos. O Monsenhor Seguier, bispo de Meaux em 1649 deu o seu testemunho e João de Chatilon, Conde de Blois também testemunhou sua cura. Ana da Áustria atribuiu ao santo a cura de Luiz XIII de uma grave doença em 1641 e em agradecimento, foi a pé, em peregrinação, ao túmulo de São Fiacre, que já havia se tornado um santuário. Ele é invocado para toda sorte de problemas físicos.
Diz a tradição que ele teria tido hemorróidas e ficou sendo o santo padroeiro das doenças do reto.
Ele é o padroeiro dos fabricantes de tijolos, telhas e manilhas de barro.
Ele também é o padroeiro dos jardineiros e na França dos motoristas de taxi.
Os taxistas franceses são chamados de “Fiacres” porque o primeiro estabelecimento a permitir “carruagens de aluguel”, no meio do século VII, era situado à rua Saint Martin, próximo ao Hotel Saint Fiacre em Paris.
A festa de São Fiacre é mantida em primeiro de setembro em várias dioceses da França e da Irlanda.
Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado com uma pá de jardineiro.

Colaboração: Marisa Gorski