domingo, 3 de maio de 2015

Organização de Conjuntos de Plantas para Canteiros

     Para que um conjunto de plantas num canteiro, numa floreira ou num vaso fique harmonioso, não basta comprar duas ou mais plantas e colocá-las juntas achando que elas combinam. Não basta combinarem nas cores ou nas formas, temos que saber destas plantas seu crescimento, seu volume, suas exigências de solo, de água, luz e nutrientes.
     Não é difícil fazermos canteiros que embelezem nossos jardins, precisamos tomar alguns cuidados e nos informarmos a respeito das plantas escolhidas. Fazer um desenho do canteiro. Pense um pouco no espaço aonde irão as plantas. Faça uma lista das plantas que você gosta. Procure saber mais detalhes de cada uma: crescimento, época de floração, exigência de água, luz, solo e nutriente.
     Se nosso jardim é pequeno, não podemos colocar no canteiro plantas muito volumosas ou altas. Se o espaço é de sombra, meia sombra ou sol pleno, algumas plantas não se adaptam com luminosidades diferentes. Ex.: O lírio da paz gosta de sombra e se colocado ao sol ele não floresce corretamente e suas folhas ficam amareladas.
     Finalmente, não devemos esquecer de afofar a terra dos vasos e floreiras mensalmente, o que garante a boa aeração e colabora com a drenagem.
     Se as plantas estão dentro ou fora de casa: Dentro, as plantas estão mais protegidas, mas precisam de mais cuidados tanto de água como de nutrientes.
     Quem faz um canteiro, almeja que seu jardim tenha flores o ano inteiro, outras têm seu período de floração determinado pelas estações do ano.

Plantas que florescem o ano inteiro:

NOME CIENTÍFICO     - NOME POPULAR

Beloperone guttata
Camarão
Pachystachys lutea
Camarão amarelo
Justicia carnea
Jacobina
Catharanthus roseus
Vinca rósea
Impatiens walleriana
Beijinho
Begônia semperflorens
Begônia
Cynoglossum amabile
Miosótis
Coreopsis lanceolata
Margaridinha amarela
Evolvulus glomeratus
Azulzinha
Salvia splendens
Alegria dos jardins
Cuphea gracilis
Falsa érica
Galphimia brasiliensis
Reseda amarela
Hibiscus rosa-sinensis
Hibisco
Serissa fetida
Serissa
Lantana camara
Lantana
Verbena hybrida
Verbena
Calliandra brevipes
Esponjinha
Solanum rantonnetii
Botão azul

Inverno


Tetradenia riparia
Mirra
Rhododendron simsii
Azalea
Rhododendron thomsonii
Rododendro
Spiraea x vanhouttei
Buquê de noiva
Jasminum nudiflorum
Jasmim amarelo
Jasminum polyanthum
Jasmim dos poetas
Petrea subserrata
Flor de São Miguel
Wisteria chinensis
Glicínia
Ochna serrulata
Ocna

Verão


Plumbago capensis
Bela Emília
Hedychium coccineum
Gengibre vermelho
Dahlia pinnata
Dália
Spiraea x bumalda
buquê de noiva rosa

Verão e Outono


Abelia x grandiflora
Abélia
Chrysanthemum frutescens
Margarida de Paris
Chrysanthemum leucanthemum
Margarida
Anemone japonica
Anêmona do Japão
Hemerocallis x hybrida
hemerocale

Outono e Inverno


Camellia japonica
Camélia
Kalanchoe blossfeldiana
Calanchoe
Streptosolen jamesonii
Marianinha

Palestra proferida no 4º Encontro Paranaense de Jardinagem,
por Regina Moreira Rodrigues, em 19/05/2006.

sábado, 25 de abril de 2015

Curso de Jardinagem - Meio Ambiente e nutrientes

MEIO AMBIENTE

     Meio ambiente é o espaço aéreo ou subterrâneo que a planta ocupa, onde ela vive e de onde ela retira os elementos para sua vida.

     O espaço aéreo é por nós mais conhecido, pois é também nele que vivemos.

     Se conhecemos o clima, frio ou calor, vento ou calmaria, chuva ou seca, luz ou sombra e entendemos sua influência nas plantas, podemos com pouco conhecimento proteger uma planta contra os excessos ocasionados por um clima adverso.

     O espaço subterrâneo é por nós pouco conhecido. Ele é também chamado por solo e divide-se em três camadas. A primeira de mais ou menos 3cm é estéril e improdutiva, a segunda é a camada fértil que varia de 20 a 70cm e é onde estão os elementos de nutrição das plantas. Nele existe uma grande quantidade de matéria orgânica viva ou morta e por isso chamamos de solo vegetal. A terceira camada, a de fixação, é a maior e onde as raízes devem encontrar facilidade para crescer e se fixar. Elas crescem o tempo todo desde que a temperatura do solo seja superior a 7ºC. Quando essa temperatura for inferior, a planta entra em dormência.

TIPOS DE SOLO

     Os solos nos jardins, hortas, lavouras ou mesmo num vaso devem ser bem permeáveis a fim de proporcionar maior aeração, maior absorção de água e maior desenvolvimento das raízes, oferecendo à planta condições ideais de vida.

     O solo é formado por uma parte de substância sólida, partículas rochosas, desde pequenas pedras até partículas de argila, uma parte de matéria orgânica decomposta, vida animal e vegetal, uma parte de água e ar.

     Conforme a predominância de um tipo de partícula rochosa e de capacidade de retenção de água e ar, o solo poderá ser classificado de solo arenoso ou solo argiloso.

     Quando existe maior quantidade de matéria orgânica viva ou morta, chamamos de solo humoso ou terra vegetal.

     O solo perfeito não existe, pois ele deverá ser adequado para a necessidade de cada planta.

     Além desses elementos do solo que influem nas plantas, tem ainda a acidez ou alcalinidade, que é representada pelo pH. A escala de pH vai de 0 a 14, sendo 7 considerado neutro. A maioria das plantas se desenvolve melhor num solo com pH em torno de 6,5.

CORREÇÃO DO SOLO

     A correção do solo quanto à deficiência de nutrientes será feita através de fertilizantes que contenham os elementos em falta. Quando o solo for muito arenoso, corrigir com argila e húmus, se argiloso compensar com areia e húmus. A adição de areia e argila equilibrará o solo muito humoso. Quanto ao pH, em solos muito ácidos adicionar calcário ou filer em canteiros já implantados. Nos canteiros ainda não plantados pode-se adicionar cal e deixar repousar por mais ou menos trinta dias. A dosagem deve ser aquela indicada nas sacas pelos fornecedores. A correção da alcalinidade indesejada se fará pela mistura de húmus, turfa ou matéria orgânica em decomposição.

     O adubo composto é um nutriente orgânico obtido pela decomposição de folhas e restos de limpeza de jardim. 

     Mulch do inglês, pallage do francês, é uma camada de folhas secas colocadas sobre os canteiros como proteção contra a evaporação do solo, ajudando também a manter a temperatura.  

NUTRIENTES

     Conforme a procedência, o nutriente pode ser orgânico ou inorgânico. Os nutrientes de natureza orgânica são os chamados ADUBOS, cujas características fundamentais são a assimilação lenta, mantendo por tempo seu valor ativo. Além desse aspecto nutritivo, os adubos, por intermédio de sua estrutura física, ajudam a regular a temperatura e a umidade do solo. Os adubos mais conhecidos são: estrume de curral, estrume misto, composto, galinaça, palomina, adubos verdes, lixos, algas, etc. Outros nutrientes de natureza orgânica são aqueles adubos orgânicos industrializados encontrados à venda sob o nome de FERTILIZANTE ORGÃNICO. São fáceis de serem adquiridos e aplicados. Entre eles: farinha de casco, de chifre, de sangue, de osso, de peixe, tancagem, guanos, pelos, resíduos de lã, torta de cana, de mamona, de algodão, de vinhaça, etc. Os nutrientes inorgânicos ou minerais são fertilizantes químicos e os corretivos de assimilação rápida. Os fertilizantes químicos têm uma assimilação rápida, mas seu efeito é menos duradouro que o adubo. Uma das vantagens é que se pode empregar na dose certa e no elemento específico necessário para a planta. Ele não mantém a umidade nem a temperatura. Achamos interessante em jardinagem usar o nutriente orgânico e só em casos especiais usar o nutriente químico. Os nutrientes químicos devem ser empregados na dosagem recomendada pelo laboratório responsável. Os principais fertilizantes químicos e os corretivos são: fertilizantes nitrogenados, tais como uréia, salitre, sulfato de amônia, nitrato de sódio, nitrocálcio, etc.; fertilizantes fosfatados exemplificados por superfosfato de cálcio, fosfatos naturais, cinza,etc; fertilizantes potássicos como cloreto, sulfato, nitrato e carbonato de potássio, cinza de madeira, etc. Os corretivos minerais: calcário, filer, cal viva, cal extinta, etc. Finalmente devemos citar ainda neste contexto os microelementos ou micronutrientes: enxofre, ferro, magnésio, manganês, sódio, cloro, cobre, cobalto, molibdênio, vanádio, etc. O fertilizante químico composto é um nutriente industrializado onde o produtor mistura vários nutrientes para maior facilidade de aplicação.

COMPOSTO ORGÃNICO

     Reserve um canto de seu jardim para o composto de folhas e detritos da limpeza do jardim. Junte todas as folhas, resto do corte do gramado, material da limpeza do jardim, cascas de vegetais utilizados para alimentação. Estenda no chão limpo um plástico e sobre ele coloque uma camada dos resíduos amontoados, numa espessura de mais ou menos 20 cm, pisoteie e regue com água onde tenha sido diluído um fertilizante nitrogenado (uréia, salitre, ...), ou cal virgem, na dose de um copo para um regador de 5 litros. Adicione mais lixo, pisoteie de novo e regue, assim sucessivamente até aproximadamente 1 metro de altura. Cubra com outro plástico preto e deixe em repouso por uns 60 dias, quando então você terá obtido um excelente adubo para canteiros e vasos. Se o "lixo" for pouco, faça montes menores. Inicie e termine a pilha no mesmo dia.

Palestra proferida no Cejarte em 10/05/2066
Sra. Regina Moreira Rodrigues
   

terça-feira, 14 de abril de 2015

Polinização: vento ou insetos?

Todas as coníferas, como também muitas outras plantas que se reproduzem por flores ou sementes, são polinizadas pelo vento. O trigo, por exemplo, possui uma flor pouco visível da qual se projetam as anteras masculinas, que entregam o pólen ao vento e os estigmas femininos, plumosos, que ficam aguardando o pólen a ser trazido pelo ar, proveniente dos pés de trigo vizinhos.
 
As plantas polinizadas pelos insetos, como as tulipas, muitas vezes possuem vivo colorido e segregam néctar. As espécies fecundadas dessa maneira produzem menor quantidade de pólen e tem órgãos femininos mais simples que as plantas que dependem do vento.
 
 
 


Controle Natural de Pragas

     Para manter sua horta e jardim saudáveis, são necessários cuidados especiais com as pragas. Existem várias plantas que atuam como repelentes de insetos ou os atraem para si mesmas, evitando que ataquem outras plantas.
     Se você souber misturar essas plantas de uma maneira inteligente e bem dosada, certamente os resultados serão surpreendentes; além de tornar sua horta mais bonita ou o seu jardim mais aromático, a necessidade de usar inseticidas será mínima.
     Todos sabem que o tagetes (cravo de defunto) é repelente de muitos insetos, combate o nematóide e estimula o crescimento vegetal, por isso é muito usado em hortas, principalmente junto com tomates. Todavia existem pelo menos duas dezenas de plantas que são benéficas no combate às pragas. Dizem que a "Ruta graveolens" (arruda) repele gatos.

Plantas que auxiliam no combate às pragas:

Allium sativum (alho) - repele insetos pelo cheiro.
Artemisia Absinthium (artemísia) - seu chá repele grande número de insetos, mas aplicações muito frequentes inibem o crescimento das plantas.
Borago officinalis (borage) - repele lagartas.
Calendula (calêndula) - combate os nematóides.
Chrysanthemum parthenium (margarida) - repele insetos.
Chrysanthemum balsamita (crisântemo) - repele mariposas.
Coriandrum sativum (coentro) - combate piolhos.
Dahlia rósea (dália) - combate o nematóide.
Delphinium sp (esporinha) - atrai e mata besouros.
Chrysanthemum sp (crisântemo) - repele insetos.
Mentha sp (hortelã) - repele formigas, moscas e pestes da família das couves.
Lavandula officinalis (lavanda) - repele mariposas.
Linum usitatissimum (linho) - repele o besouro da batata.
Mirabilis jalapa (maravilha) - insetos devoram sua folhagem e morrem.
Ocimum basilicum (alfavaca) - combate lagartas.
Pelargonium (gerânios) - atrai e mata besouros.
Petunia axillaris (petúnia) - combate insetos.
Pimpinella anisum (anis) - combate piolhos.
Rosmarinus officinalis (alecrim) - mariposas e besouros.
Ruta graveolens (arruda) - repele gatos.
Satureja hortensis (segurelha) - repele besouros.
Tanasetum vulgare (catinga-de-mulata) - formigas.

Bibliografia:
The Healthy Garden Handbook
autor: Hugh Johnson

Extraído do boletim "O Regador", edição de julho/agosto de 1991

Fotossíntese

Pelas raízes e radicelas a planta retira do solo os minerais que necessita usando como veículo a água (seiva bruta). Esta seiva bruta é levada através da circulação ascendente até as folhas. Além da água e desses nutrientes retirados do solo, o dióxido de carbono (CO2), também conhecido como gás carbônico, é retirado do ar, sendo de importância vital, junto com a água e a energia solar, para a síntese dos hidratos de carbono. A captação e transformação de energia solar se faz através do pigmento verde das plantas, a clorofila. Por esse mecanismo, o dióxido de carbono mais a água resultam em amido, que será elaborado nas células foliares (seiva elaborada) e distribuído para toda a planta pela circulação descendente. Esse mesmo amido é a reserva de matéria e energia com a qual a planta cresce e se modifica. A energia solar, seu calor e sua luz, embora não sejam nutrientes, são fundamentais para que se processe a transformação química das células foliares.
 
A fotossíntese é a função vital em que, sob a influência da luz solar e com interferência da clorofila, o dióxido de carbono, a água e os nutrientes (seiva bruta) se transformam em hidratos de carbono (seiva elaborada), que é energia, matéria básica para a vida humana e animal.

 
 


domingo, 30 de novembro de 2014

Confraternização final de 2014

A última atividade do ano de 2014 do Cejarte foi um passeio na Colonia Mergulhão, em São José dos Pinhais. O almoço foi no Restaurante Bosque Italiano II.
Os recantos Iedoski Artes, Casa da Mamma e Encantos do Jardim foram visitados e apreciados pelas cejarteanas. Seguem algumas fotos que já nos trazem saudades.
Feliz Natal e que em 2015 tenhamos muitos momentos de aprendizagem, alegria e confraternização.
 
 
 
 

 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

 
 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"Por que você quer um jardim?"

           Jardins são para pessoas. Descubra por que as pessoas querem um jardim e você será capaz de executar um que as agrade. Ao fazer isso, concentre-se nas pessoas importantes (você próprio!) ou em quem tenha encomendado ou vá utilizar o jardim. Ao longo do caminho não se esqueça dos usuários secundários.

Geralmente quando pergunto a alguém “Por que você quer este jardim?”, a primeira resposta é um olhar de interrogação. Imagino que pela cabeça dele passe algo do tipo: “Por que, em nome dos céus, alguém perguntaria por quê? Já sei o que eu quero! E mesmo que eu estivesse projetando para outra pessoa, todo mundo não deseja um jardim pela mesma razão, para ter flores bonitas para contemplar?”

O “por quê” é importante em qualquer projeto. Os poucos minutos dedicados a esclarecer as razões para se fazer determinada coisa, são muito úteis, pois essas razões transformam-se em objetivos. Estes, por sua vez, guiam-nos durante o trabalho e, ao término do projeto, são usados para determinar se fomos bem-sucedidos. Se você quer um jardim que tenha flores coloridas de outubro a abril, terá obtido um jardim de sucesso se as flores desabrocharem durante esses meses. Será um jardim incompleto se em algum desses meses faltar florescência. Pode ser um jardim cheio de qualidades, mas se não proporcionar cor de outubro a abril, que foi a razão para ele existir, o sucesso não é absoluto.

Isso pode parecer simplista, mas é a verdade. Várias vezes fiquei insatisfeita com um jardim após tê-lo plantado e observado crescer durante algum tempo. Embora pudesse fazer e tenha feito alterações, ainda assim, tinha a impressão de que algo não estava correto. Após a terceira ou quarta vez que isso aconteceu, reconheci um padrão recorrente de eventos. Eu não tinha quaisquer objetivos específicos em mente para o jardim quando o planejei. Eu o tinha plantado, simplesmente para plantar mais um jardim. Eu não poderia congratular-me por qualquer realização específica e nenhuma modificação que eu fizesse poderia alterar a maneira como eu  me sentia.

Por outro lado, já plantei muitos jardins que tinham claras razões para existirem. Quando ficavam prontos, eu sabia exatamente o porquê de cada detalhe. Era gratificante quando eu podia dizer: “Ora, isso funcionou bem.” E não havia nenhum problema quando eu tinha que dizer: “Não está totalmente certo”, pois podia voltar aos objetivos originais em busca de alguma orientação para fazer modificações.

Portanto, para que você se sinta bem-sucedido ou para se orientar quanto às modificações a fazer, execute este trabalho prévio para esclarecer exatamente os propósitos do jardim e elabore uma lista de razões para plantá-lo.

Do livro: “É fácil construir um jardim”
Autora: Janet Macunovich

Editora Nobel
1996