quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dia da árvore

Cavemos a terra,
Plantemos nossa árvore,
Que amiga bondosa ela aqui nos será.
Se um dia ao voltarmos pedindo-lhe abrigo,
Ou flores, ou frutos, ou sombra dará.

Que céu generoso nos regue essa planta,
Que o sol de dezembro lhe dê seu calor.
Que a terra que é boa lhe firme as raízes,
Que tenham as folhas frescor e verdor

Em homenagem ao Dia da Árvore, o Cejarte fez um passeio à Chácara da Karen Sprenger, onde foi realizado o plantio de uma árvore pela engenheira agrônoma, proprietária do local, com todas as explicações técnicas.

Abaixo, algumas fotos do plantio.

Colaboração com a letra da música do Dia da Árvore: Marise Bortolin (cejarteana)

domingo, 16 de setembro de 2012

O Amor em Cores e Flores

Este foi o tema da Mostra de Paisagismo e Exposição de Flores de Holambra - SP, neste ano de 2012.
O Cejarte esteve presente.
Visitamos também uma plantação de rosas ao ar livre e uma plantação de gérberas em estufa.
A exposição se supera a cada ano. Abaixo algumas fotos que traduzem melhor a visita.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

1a. Festa de São Fiacre - Padroeiro dos Jardineiros

Dia 29 de agosto de 2012.
Primeira festa em homenagem a São Fiacre - Padroeiro dos Jardineiros.

Primeiramente as cejarteanas com seus chapéus floridos acompanharam a procissão seguindo o caminho do Jardim dos Sentidos, entoando a oração de São Fiacre:

"Concedei-nos ó Senhor o benefício da chuva entre a meia noite e três da manhã, seja ela uma água suave e tépida e possa penetrar profundamente na terra.
Lembrai-vos de que o sol possa brilhar o dia inteiro, mas não em toda parte, de modo que as plantas e flores delicadas possam reparar-se do seu raio ardente.
Assim te rogamos, ó Senhor."

Em frente à Capela de São Fiacre, a cejarteana Annie Jadoul leu mais algumas orações, e posteriormente foi servido um lanche a todos os convidados.
Tarde muito agradável no jardim da residência de Regina Moreira Rodrigues.

sábado, 28 de julho de 2012

Jasminum polyanthum - Jasmim-dos-poetas

O perfume toma conta de grande espaço ao seu redor.
Trepadeira semi-herbácea, de crescimento moderado, ramificada, originária da China, de ramagem e florescimento decorativos. Folhas compostas com 5-7 folíolos lanceolados, sobre ramos avermelhados.
Inflorescências axilares ramificadas, com numerosas flores perfumadas, brancas por dentro e róseas por fora, formadas no outono-inverno.
Cultivada a pleno sol e adequada para ser apoiada em colunas e pilares ou para revestir cercas, grades e pórticos. Apresenta florescimento mais intenso em regiões de altitude e de climas mais amenos como no sul do país.
Multiplica-se por estacas preparadas após o florescimento e deixadas enraizar em ambiente protegido onde a umidade e a temperatura são elevadas.

Fonte: Plantas ornamentais no Brasil - arbustivas, herbáceas e trepadeiras
autores: Harri Lorenzi e Hermes Moreira de Souza

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tabebuia heptaphylla - Ipê-roxo

Em julho a cidade fica cor-de-rosa com o colorido dos Ipês-roxos e das Cerejeiras.




 

Tabebuia heptaphylla - Ipê-roxo
Por ser extremamente ornamental quando florido, o Ipê-roxo é usado na arborização de ruas e no paisagismo em geral de parques e praças, estradas e alamedas de fazendas, sendo também recomendado para reposição de mata ciliar em locais sem inundações. Em Curitiba, esta espécie é utilizada na arborização de ruas largas com afastamento predial e área livre de pavimento no passeio, adequada ao seu porte. É ideal para ruas com calçadas largas.

Fonte: Árvores de rua de Curitiba - Cultivo e Manejo
Autoras: Daniela Biondi e Michelle Althaus

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Recordações perfumadas

   Nunca vou me esquecer do cheiro de pitanga que tinha na minha casa. Aquele frutinho tão pequeno e delicado, vermelho, que eu mais cheirava do que comia.
   Por alguma razão que não sei explicar, não consigo cultivar mais pitangueiras. Já plantei várias, mas elas morrem, mesmo sendo nativas da minha região. E minha memória insiste e exige que eu tente novamente.
   Cada um de nós tem suas recordações ligadas a cheiros. Logo que comprei minha casa de campo, plantei uma dama-da-noite. Ela cresceu rápido, meio esgalhada como é típico da espécie. Ao passar por ela, bate aquela fragrância que deixa a gente até meio zonza. Damas-da-noite têm de ser assim, sempre na passagem para a gente receber o impacto, se encantar e ir embora. Senão, enjoa.
   Os odores são essenciais e acompanham o ser humano desde sempre. Queimar ervas perfumadas para adorar aos deuses é uma prática que ninguém mais sabe como começou. Até hoje, nas missas da Igreja Católica, a mirra (sim, vem de uma planta, a Commiphora myrrha) é um incenso queimado no turíbulo como uma forma de elevar as orações dos fiéis aos céus.
   A mulher que quer enfeitiçar seu amado faz questão de sempre usar um perfume especial para que nunca seja esquecida. Os aromas despertam instintos. Por isso, ao usar plantas perfumadas no seu jardim, seja sutil. Coloque um manacá aqui, um jasmim ali, um resedá acolá, de tal forma que cada cantinho tenha um cheiro próprio.
   Quando a via mudar - tenha certeza que a vida sempre muda - e você estiver em outro jardim de um tempo que ainda virá, ao sentir aquele cheiro, vai se lembrar da fase da vida que vive atualmente. E terá muitas boas lembranças.

Texto extraído do livro: O poder do jardim
Autor: Roberto Araújo
Editora Europa

domingo, 6 de maio de 2012

Reinvente todo dia

          Renovar o jardim inteiro é bom. Mas o melhor mesmo é nunca deixar chegar a um ponto que seu olhar já viu, pesquisou e descobriu tudo o que tinha para curtir na sua paisagem. Ou seja, arrume sempre uma novidade.
          Pode ser uma nova planta bem bonita em um lugar de destaque, um quiosque, uma reforma na piscina, novos vasos na varanda; qualquer uma dessas idéias pode modificar seu olhar, dar novo gosto ao seu jardim. É rápido, fácil e de resultados surpreendentes.
          Quem gosta mesmo de pensar e de cuidar do seu jardim não deixa jamais que ele se banalize. Entende que o jardim nunca fica pronto, e o tempo inteiro pensa em novidades, faz reformas, retira o que não deu certo, tenta novas experiências, se diverte e, acima de tudo, vê suas fantasias realizadas. Deixa-se apaixonar por um pândano, mas não compra de imediato. Antes, namora, pensa e fantasia como ele ficaria aqui ou acolá. Até o grande dia em que ele chega, é plantado, saudado, iluminado e, quem sabe, até brindado com uma taça de vinho.
          Quer saber? Claro que tudo isso vale também para relacionamentos. A gente repete comportamentos em tudo o que faz. Fica claro que sou daqueles que preferem alterar o jardim o tempo inteiro do que arrancar tudo e começar do zero. Como também prefiro cuidar dos meus amores, sempre acrescentando novidades, do que ficar no mesmo reme-reme até dar vontade de chutar tudo para o ar.
          Acredito que quem não se reinventa de tempos em tempos acaba cansando a si mesmo e a quem está por perto. A capacidade de imaginar, brincar e realizar é que permite a emoção do novo. E é essa renovação que dá graça à vida e aos jardins.

Texto extraído do livro "O poder do jardim"
Autor: Roberto Araújo
Editora Europa