sexta-feira, 14 de março de 2025

O jeito certo de combater formigas

Trecho extraído da reportagem de Bete Melo publicada no jornal O Estado de SãoPaulo, 20-dez-2000     


    Com as temperaturas elevadas, as pragas urbanas e rurais começam a manifestar-se com mais intensidade. E uma das que incomodam é a formiga. Formigas são insetos extremamente adaptados aos mais diversos ambientes. Causam danos no campo e nas cidades e à saúde pública. Estima-se em 180 mil as espécies de formigas no mundo, sendo cerca de 10 mil conhecidas.

Segundo o professor Odair Correa Bueno, do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp, Rio Claro), a maioria é benéfica. Algumas inclusive, contribuem para a fertilidade do solo e outras ajudam na polinização e no controle natural de pragas. Muitas vezes, é mais indicado ter o equilíbrio entre as populações de espécies diversas ao invés de destruir indiscriminadamente os formigueiros, afinal elas têm um papel na manutenção e equilíbrio do ecossistema, pois como tudo na Natureza, elas têm sua importância e razão de existir.

De acordo com pesquisas em Mirmecologia (campo de estudo especializado em formigas) nos últimos 50 anos, foram identificadas 1130 espécies de formigas, muitas consideradas pragas urbanas. 

Grande parte alimenta-se de sucos vegetais, seiva de plantas, néctar, substâncias e líquidos adocicados excretados por insetos. As carnívoras, como as lava-pés (Solenopsis spp), que vivem no campo e nas cidades, chegam a ser benéficas, pois alimentam-se de outros insetos, protegem as plantas e limpam o jardim. Entretanto, se aparecerem de forma elevada a história pode inverter-se, pois nas cidades ocorrem nos gramados e sua picada causa alergia; elas danificam instalações elétricas e alimentam-se de partes jovens, néctar e raízes das plantas; são agressivas e desalojam outras espécies nativas. 

                                                        Solenopsis - lava-pés

Formigas Cortadeiras - As formigas cortadeiras quemquéns (Acromyrmex) e saúvas (Atta), cultivam seu próprio alimento - um fungo, que normalmente encontra- se no interior do formigueiro e são espécies que causam muitos danos às plantas cultivadas. Elas ocorrem nas Américas e o maior número de espécies vive no Brasil. Para manter o crescimento das colônias, as saúvas precisam de muitas folhas, por isso causam grandes perdas na agricultura.

                                                   Acromyrmex - quemquéns


    
           
                                                         Atta - saúva


    Segundo o professor da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp-Botucatu, Luiz Carlos Forti, autor do manual Formigas Cortadeiras - biologia, ecologia, danos e controle, os prejuízos atingem até 14% em florestas de eucalipto e pinus, quando ocorrem mais de quatro colônias por hectare. Segundo ele, são necessárias 86 árvores de eucalipto e 161 de pinus para alimentar um sauveiro durante um ano. 

Já a espécie quemquém, causa um prejuízo de até 30% em reflorestamentos de eucaliptos quando existem cerca de 200 colônias por hectare. Lavouras comerciais também sofrem com o ataque. Professor Forti afirma que a saúva mata-pasto (Atta bisphaerica) pode destruir até 3,2 toneladas de cana/hectare/formigueiro.

Ambiente urbano - Entre os insetos sociais, as formigas foram as que mais se adaptaram às cidades. Algumas causam problemas em indústrias de alimentos, padarias, restaurantes, escritórios, instituições de pesquisa, biotérios, zoológicos, museus, cabines de eletricidade e centrais telefônicas. Algumas inclusive representam perigo à saúde pública quando invadem hospitais, transportando microrganismos patogênicos, atuando como vetores mecânicos, diz Odair Bueno. Segundo levantamento de Bueno, em 12 hospitais do Estado de São Paulo existem infestações de formigas de várias espécies, destacando-se a formiga-fantasma (Tapinoma melanocephalum) e a formiga-louca (Paratrechina lonficornis). Em um dos hospitais, 16,5% das formigas coletadas tinham bactérias patogênicas. Os berçários e as UTIs foram as alas com maior índice de infestação, segundo Bueno. Ele diz que a presença de formigas em áreas críticas e a ocorrência de altas taxas de bactérias patogênicas associadas são riscos em potencial na infecção hospitalar.


                                                    Tapinoma - formiga-fantasma

                                               Paratrechina lonficornis - formiga-louca

Controle na cidade e no campo - Segundo o professor Bueno, o controle das formigas ainda começa com a prevenção. O primeiro passo seria manter a higiene e a limpeza nos ambientes:

  • Eliminando restos de alimentos, tendo o cuidado especial com os doces, não deixar louças de um dia para o outro dentro da pia, pois são as fontes mais importantes de alimentos para as formigas;
  • Fechando bem embalagens, potes e recipientes com alimentos, principalmente com açúcar;
  • Inspecionando as áreas infestadas para descobrir os locais críticos, colocando iscas atrativas não tóxicas (me, geléias, sardinha, atum, carne de vaca crua, bolos) em tampinhas de plástico nos cômodos da residência, fábrica ou hospital. Deixar as iscas de duas a quatro horas e observar os locais de onde elas saem e entram;
  • Se a colônia estiver em instalações elétricas dentro das paredes ou em frestas nas construções, pode-se aplicar inseticida em pó seco;
  • A isca ideal não deve matar a formiga por contato, e sim entrar no ciclo alimentar da colônia por meio das operárias, que coletam a isca e passam o alimento para as larvas, rainhas e outras operárias por trofalaxia (boca a boca);
  • Sempre que aparecerem formigas, seguir a trilha, fechar com massa o orifício usado como entrada e saída e outros buracos utilizados pelas formigas. Se o formigueiro estiver em terra, pode-se colocar água fervente no olheiro, misturada com detergente;
  • O coentro e todas as plantas do gênero Piper (pimentas) também são eficientes dentro de casa (sob a forma de saches amarrados às plantas) ou nos jardins (secar partes das plantas, quebrar e espalhar pelo jardim);
  • Além de colocar suco e cascas de limão na entrada do formigueiro, pode-se usar borra de café, talco, pimenta e cinza de carvão para espantá-las;
  • Caso as formigas estejam em armários, ou em outros móveis, pode-se colocar fumo picado e cravo-da-índia. Casca de limão dentro do açucareiro e pedaços de limão murcho nos cantos dos armários e da pia, também afugentam as formigas, que não suportam o cheiro do limão;
  • Para prevenir formigas em aparelhos de som, televisores, computadores, convém fazer uma revisão periódica desses aparelhos;
  • No ambiente hospitalar a presença de formigas não indica falta de limpeza, algumas espécies são atraídas por material esterilizado, principalmente quando são usadas determinadas substâncias químicas para esterilizar roupas de cama e objetos;

  • Em hospitais e grandes edifícios, o controle mais efetivo é o uso de iscas tóxicas. Em caso de alta infestação, pode-se colocar fita dupla face nos pés-de-camas, macas, berços e incubadoras para impedir que as formigas subam, além de afastar os móveis da parede. Parte de vaselina sólida e uma parte de óleo hidratante para bebês ou mesmo graxa, também impedem o acesso de formigas;

Em áreas rurais ou nos jardins, Bueno sugere o uso dos seguintes métodos:

  • Se o formigueiro já estiver na terra do jardim ou do pomar, colocar água fervente no olheiro. Para obter melhor resultado, cavar até encontrar os ovinhos. É preciso proteger as pernas para evitar queimaduras com a água quente;
  • O uso de sementes de gergelim como iscas, para ninhos pequenos, na base de 30 a 50 gramas, ao redor do olheiro, é útil no combate às formigas, que vão carregá-las para dentro e oferecê-las como alimento aos fungos, que morrem. Um canteiro de gergelim, ao redor da horta, ou da área a ser protegida, pode ser eficiente no combate às formigas;
  • Mudas de hortelã-pimenta, calêndula e batata-doce podem ajudar a diminuir o ataque às plantas de seu interesse, pois as cortadeiras vão atacar preferencialmente essas espécies;
  • Menta, lavanda, manjerona, absinto, cravo-da-índia e alho servem como repelente, quando plantados e espalhados pelo jardim;
  • A cal destrói o alimento e as larvas das saúvas, sem o risco de contaminar a água. Para um formigueiro de 3 metros, basta 1 quilo de cal, aplicado com uma bomba insufladora nas entradas principais, enfiando a mangueira o mais fundo possível. Aplicar mais duas vezes com intervalos de uma semana;
  • Para evitar cortadeiras em árvores, pode-se usar graxa ou vaselina no tronco das plantas para evitar que as formigas subam;
  • O controle com inseticidas é extremamente complicado e deve-se tomar muitos cuidados. Quem preferir usar iscas granuladas não deve aplicá-las em dias chuvosos ou com previsão de chuvas, nem as manuseá-las com as mãos desprotegidas.

Formigas no Brasil

  • A formiga-fantasma (Tapinoma melanocephalum) é uma espécie conhecida por fazer trilhas irregulares e andar em zigue-zague. 
  • A formiga-louca (Paratrechina longicornis ou Paratrechina fulva) é uma espécie comum nas zonas urbanas. 
  • A formiga-fogo, a formiga-faraó, a formiga-carpinteira, a formiga-argentina são tipos de formigas domésticas. 

                                                                    Boletim O Regador,  n. 71




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Levantamento Biológico Rápido do "Parque da Graciosa"


                                                      André de Meijer  08 de Agosto de 2024

                                                 Bairro Alphaville Graciosa, município de Pinhais

    Anteontem, eu obtive mais um privilégio: pela primeira vez na minha vida pude entrar em Alphaville Graciosa, um loteamento pertencente ao Município de Pinhais e é uma das áreas mais fechadas e bem vigiadas da Região Metropolitana de Curitiba. Aconteceu o seguinte: o Centro de Jardinagem e Arte Floral do Paraná (Cejarte) tinha me honrado com o convite de realizar um “levantamento biológico rápido” (LBR) do ‘Parque da Graciosa’, um remanescente de cerca de 10 hectares de floresta nativa, no interior de Alphaville Graciosa.
    Antes da criação de Alphaville Graciosa, aquela floresta se situava dentro de uma fazenda e foi, aparentemente, bastante explorada, pois as samambaias arborescentes foram praticamente extintas (encontrei apenas dois exemplares: um de Cyathea atrovirens [xaxim-verde-escuro] e outro de Neoblechnum brasiliense [xaxim-petiço]). Até hoje o sub-bosque está praticamente sem plantas herbáceas e arbustivas. Apesar da regeneração ter começado, ainda serão necessários muitos anos para que esta floresta volte a ser rica em espécies vegetais e animais. Mas, o seu potencial é grande, devido à riqueza em exemplares adultos de Araucaria angustifolia (pinheiro-do-paraná), Podocarpus lambertii (pinheiro-bravo) e outras árvores.
Na margem leste do bosque foi plantada uma fileira da nativa Podocarpus sellowii.
Na minha visita de anteontem ao Parque da Graciosa, que durou das 7:30h às 14:00h e com tempo ensolarado, obtive os seguintes números totais (contando somente as espécies de ocorrência espontânea): 88 angiospermas (incl. 10 exóticas), 13 samambaias (incl. 1 exótica), 2 licófitas, 18 aves e 12 borboletas. Mamíferos, répteis e anfíbios eu não registrei, mas segundo Marilene Konrath - funcionária da Associação Alphaville Graciosa Residencial, ocorrem ali tatu, cutia e teiú.
Todas as espécies que ali registrei são comuns na Região Metropolitana de Curitiba, com apenas uma exceção: encontrei uma espécie arbustiva de Piper que nunca tinha visto antes e que identifiquei como P. cf. viminifolium (murta; veja foto). Já que eu estava sem licença de coleta, peço a Marilene, para obter uma coleção deste material, atualmente florida, para depósito num herbário público. A planta ocorre num grupo na margem externa do bosque, ao lado leste.
Devido a atual estiagem, o interior do bosque estava muito seco, o que se manifestou pela pobreza de cogumelos: vi apenas 8 espécies (uma delas é comestível).

    O resultado deste levantamento será oferecido presenteado pelo Cejarte à Associação Alphaville Graciosa Residencial e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Pinhais, que me deram a permissão para a realização deste trabalho.

    
    Foi combinado que eu vou retornar ao Parque Graciosa na tarde do próximo 4 de setembro, para mostrar aos membros do Cejarte as plantas, fungos e animais ali ocorrentes e dar seus nomes. Naquela ocasião, com tantos outros pares de olhos procurando, certamente conseguiremos acrescentar mais algumas espécies à nossa lista.





segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Sementeiras




A Semente
 
    Como escolher: quando vamos comprar uma semente devemos observar a espécie, porte da planta adulta e época de plantio. Além disso, devemos observar a pureza da semente e a data da validade.
 
    Como tratar: no geral as sementes não necessitam de tratamentos especiais. As sementes com casca muito dura podem ser deixadas de molho de um dia para o outro para facilitar a germinação. Sementes de plantas cultivadas no inverno podem se beneficiar se colocarmos o pacote em geladeira por uma semana antes do plantio.
 
 
 
    Podemos utilizar inúmeros recipientes como sementeira, por exemplo: copos de plástico, potes ou  bandejas especiais.
 
 
Substrato para recipientes
 
Os substratos para a sementeira podem ser comprados prontos ou pode ser feita uma mistura doméstica composta de:
 2/3 terra vegetal + 
 1/3 areia fina ou 1/3 terra comum + 
 1/3 terra vegetal + 
 1/3 areia fina.
 
 
 
    Geralmente as sementeiras são colocadas em ambientes protegidos, mas é possível fazer sementeiras em canteiros ao ar livre. Esses canteiros deverão ser bem afofados e deve-se retirar resíduos como tocos, gravetos, pedras, deixando a terra bem solta. As dimensões ideais são: 0,80m de largura x 2j00m de comprimento.
    Essas sementeiras ao ar livre deverãreceber uma cobertura para evitar a ação do sol e da chuva diretamente sobre o solo e as plantinhas novas.
 
 
Irrigação
 
    A irrigação na sementeira é muito importante. A terra deve se manter levemente úmida, jamais encharcada ou extremamente seca.
 
 
Luminosidade
 
    A necessidade de luz varia com o estágio de desenvolvimento. 
Bem no início é preciso que haja luminosidade no ambiente e gradativamente as plantinhas devem ser levadas para uma posição em que recebam sol direto, de preferência no período da manhã.
    Antes do transplante, pode-se levar o recipiente para o local definitivo de plantio e deixá-lo ali por alguns dias para que as plantas se acostumem com o novo ambiente. Depois desses dias de aclimatação, pode-se proceder ao transplante.
 
 
Semeadura
 
    A semeadura pode ser feita a lanço, em linhas ou em covas, sempre a uma profundidade de aproximadamente 2 a 3 vezes o tamanho da semente.
     Após a semeadura faça uma cobertura leve com vermiculita.
 
 
 
    Quando for realizar a semeadura, tenha em mente que se deve colocar pouca semente, o que diminui bastante o trabalho com o desbaste (retirada do excesso de plantas nascidas) e melhora a qualidade das mudas obtidas.
    As plantinhas estarão prontas para o transplante quando tiverem entre 6 a 10 folhas bem formadas.
    Quando for realizar o transplante, deixe o substrato levemente úmido. Procure transplantar logo pela manhã ou no final da tarde ou ainda, se possível, em dias nublados. Após o transplante faça uma boa rega. Nos 3 ou 4 primeiros dias após o transplante a plantinha fica um pouco murcha, mas depois se recupera. Caso isso não ocorra, providencie a substituição da planta para que o canteiro inteiro se desenvolva por igual.
 
 
Semeando em local definitivo
 
    É possível semear algumas plantas já no local definitivo. Para isso.prepare muito bem o canteiro deixando a terra bem soltinha e sem toco ou pedras. Faça a semeadura conforme descrito para sementeira, mas se for em linha ou em covas, verifique o espaçamento recomendado para sua planta.
    É possível fazer uma cobertura do canteiro até que apareçam as plantinhasFaça o desbaste se necessário e deixe algumas mudinhas de reserva para uma eventual necessidade. Não descuide da irrigação, evitando que o solo fique muito seco ou encharcado. 
    No mais é só apreciar o surgimento de novas plantinhas e curtir o seu jardim.


                                                                        Boletim "O Regador" - nº 64

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Flores Comestíveis


                                                              Palestrante: Daniela Mayerde

                                                      Palestra ministrada em 06/outubro/2004 

Comer flores lhe parece um hábito exótico, esquisito? Pois você já experimentou diversas vezes comer flores. Ou será que nunca teve o prazer de experimentar uma couve-flor, bró- colis ou alcachofra?

Apesar de muito pouco difundido, o costume de comer flores é muito antigo. Na China de tempos imemoriais, a flor de lótus era usada como alimento. Os chineses e os japoneses sempre usaram crisântemos e jasmins em sua alimentação. Os romanos, que introduziram muitas ervas que usamos atualmente, usavam intensamente rosas, violetas para perfumar alimentos e o vinho e a calêndula para cobrir queijos e sopas.

As senhoras inglesas do tempo da Rainha Vitória, por sua vez, serviam a seus comensais pétalas de rosas cristalizadas. As pétalas eram cobertas com clara de ovo e um pouco de água, e na hora de servir, eram polvilhadas com açúcar.

Talvez o século XVII foi a época em que a Inglaterra realmente começou a valorizar as flores. As flores passaram a ter importância em todos os momentos e a serem imbuídas de significados, relacionadas com a astrologia e introduzidas como elemento mágico. As mansões possuíam enormes jardins onde muitos tipos de ervas e flores eram cultivadas para uso culinário e medicinal. Os cozinheiros do século XVII fizeram excelentes licores e diferentes tipos de vinhos aromatizados com flores, bem como usaram flores cristalizadas na decoração de bolos ou transformadas em geleias e conservas.

Nos Estados Unidos, as rosas sempre desempenharam papel importante na culinária. A França e a Alemanha usavam flores em chás que eram preferidos ao chá preto ou ao café. Há muitos anos, as flores tenras da abóbora servem de alimento às mesas interioranas do Brasil e são bastante apreciadas.

Cozinhar com flores é realmente compensador. Além de seu gosto realmente delicioso, elas são a maneira mais simples e bela de decorar um prato. É um conceito completamente novo e, se você está entusiasmado com a ideia de usar belas flores de maneiras novas e criativas, encontrará muito divertimento e prazer usando-as em sua mesa.

Os 10 mandamentos para bem consumir as flores comestíveis

  1.  Coma flores somente se souber que são comestíveis
  2. Somente porque a flor é servida com a comida, não é necessariamente comestível
  3. Coma flores somente de produção orgânica
  4. Não comer flores de floricultura
  5. Cuidar com pessoas alérgicas e asmáticas
  6. Não comer flores que cresçam à beira da estrada
  7. Remover pistilos e sépalas
  8. Nem todas as flores são comestíveis, muitas são tóxicas
  9. sabor das flores pode mudar dependendo do local de plantio.
  10. Introduzir flores na alimentação é igual à alimentação dos bebês, sempre aos poucos e em pequenas quantidades.


O cultivo

  1.  Faça um bom planejamento de plantio;
  2. Procure produzir suas próprias mudas;
  3. Evite o acesso de animais, domésticos ou silvestres aos locais de plantio,  providenciando cercas eficientes;
  4. Utilize preferencialmente adubação orgânica;
  5. O controle de pragas e doenças deve ser feito sempre com produtos naturais e seus prazos de carência para o consumo devem ser observados;
  6. As necessidades das plantas variam. Procure agrupar plantas com necessidades semelhantes para facilitar o manejo;
  7. As indicações de rotação e consórcio de plantas também devem ser seguidas;
  8. Nem sempre as plantas ditas daninhas são nossas inimigas. Procure conhece-las e tirar proveito dessa vegetação sempre que possível;
  9. Para todas as plantas, a qualidade da água de irrigação é importante;
  10. A verificação das condições do solo através de análise química sempre é recomendada;
  11.  Comece cultivando pequenas áreas para poder conhecer bem as necessidades da planta;
  12. Faça uma ficha de acompanhamento e anote tudo que achar importante;
  13. Esteja atento às épocas ideais para o plantio, tratos culturais, podas, etc.;
  14.  Faça um bom preparo do solo.

Usos e cultivo de algumas plantas 

Flores das Ervas aromáticas: 

flores de salsa, cebolinha, cerefólio, alecrim, manjericão, orégano, sálvia, tomilho.

 

 

 

 

 

 

  

 

 

               

      




       CapuchinhaTropaeolum majus

Origem: Peru, levada para Europa no séc.XVI 

Seu aroma lembra o limão, as flores têm gosto apimentado, rica em vitamina C.

Frutos são chamados de falsa alcaparra.

Usada em saladas, para aromatizar manteigas, omeletes, macarrão, suflê ou aromatizar vinagres.

Gosta de solos leves e arenosos e muito sol, pouco exigente em fertilidade e água. 

Semeia-se em local definitivo no outono.

Floresce na primavera e no verão, sendo também usada 

como planta ornamental.





Rosa - Fam. Rosacea

Todas as rosas são comestíveis e as perfumadas têm mais sabor.

Deve ser removida a base (branco).

Propriedades diuréticas, anti-diarréicas e adstringentes. Usadas em.saladas, geléias, cremes e sobremesas. Necessita de solo fértil e poda anual.

Aprecia temperaturas amenas.

Deve ser cultivada a pleno sol.

O espaçamento entre as plantas varia de acordo com o porte 

da variedade escolhida.



                                              


      Prímula - Prímula obconica 

Leve aroma de anis ou leite fresco.

As folhas novas são usadas em saladas.

Usam-se as flores em queijos, cremes, cristalizadas ou para decorar bolos.

Ambiente deve ser bem iluminado, sem sol direto sobre as plantas.

Semear no outono ou dividir as touceiras no final do verão.

Plantas em vaso: replantar a cada dois anos.

     Floresce no fim do inverno e primavera.




Margaridinha - Bellis perenis 

Decoração - amarga 

Usadas em saladas e para decorar bolos.

Devem ser colhidas na hora do uso, para evitar que se fechem.

Plantar em canteiros a pleno sol, bem drenados e enriquecidos com matéria orgânica.

Suporta baixas temperaturas.

     Semear no outono para florescimento no inverno e primavera.




Gerânio - Pelargonium sp

Dependendo das flores, têm gosto de rosas, limão, laranja ou maçã.

Usadas para aromatizar vinagres,vinho, saladas, cristalizadas e para enfeitar bolos.

Flores de diversas cores formadas na primavera e verão. Desenvolvem-se melhorem climas frios, local ensolarado e em solo leve e permeável, rico em matéria orgânica.





Lavanda - Lavanda angustifolia Origem: Mediterrâneo

Dão aroma a vinagres, sorvetes, cremes, biscoitos ou açúcares

Usar sem exagero.

Flores lilases, azuis ou roxas que se formam no verão. Plantar em canteiros a pleno sol.

Aprecia as temperaturas frias do inverno.

Propaga-se bem por sementes ou por estaquia.



Flores de algumas plantas tóxicas:

   Alisson, estrelízia, antúrio, hortênsia, azaleia, petúnia, batata, tomate, buxinho, lantana, scheflera, ciclâme, copo-de-leite, dama-da-noite.
                                                                                                            

      

 

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 

  

 

 



                                Boletim "O Regador" - nº 62